Eleitor provável: Felipe Nunes explica conceito de 'likely voter' usado na Quaest
Como os institutos de pesquisas eleitorais calculam quem realmente deve comparecer às urnas? O que é o eleitor provável? E por que o aumento da abstenção, que na eleição presidencial de 2022 chegou a 20,9%, pode fazer diferença nos resultados das pesquisas?
No vídeo acima, que integra a série especial do g1 sobre as eleições de 2026, o diretor da Quaest e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Felipe Nunes, explica como funciona o modelo de 'likely voter' e por que estimar a probabilidade de cada eleitor votar ajuda a projetar o resultado das urnas.
Segundo Nunes, a pesquisa começa com uma amostra que representa todos os eleitores aptos a votar, inclusive aqueles que podem se abster. No modelo de 'likely voter', cada entrevistado recebe uma probabilidade de comparecer às urnas, calculada a partir de fatores como perfil, engajamento e motivação naquela eleição.
O cálculo é importante porque os votos válidos consideram apenas quem efetivamente vota e escolhe um candidato, excluindo as abstenções.
A Quaest começou a aplicar o modelo na eleição presidencial de 2022 e voltou a utilizá-lo nas eleições municipais de 2024. Segundo Nunes, o método está sendo usado novamente em 2026.
VÍDEO: entenda quem é o eleitor provável e como a pesquisa Quaest aplica o conceito de 'likely voter'
