Não somente as eleições, nem fatores externos explicam isoladamente a reversão dos ânimos com o Ibovespa nos últimos dias. Somados, os fatores compõem o rol de incertezas que tomam a atenção dos investidores.
“É natural que o período eleitoral traga mais volatilidade, porque o investidor passa a trabalhar com diferentes cenários para a política econômica dos próximos anos e tende a esperar maior definição antes de aumentar sua exposição ao país”, afirma Rafael Dadoorian, sócio fundador da Convexa Investimentos.
“O ponto é que essa eleição acontece em um momento de maior preocupação com o cenário fiscal brasileiro. Então, mais do que o processo eleitoral em si, o que pesa na decisão do investidor é a incerteza sobre a trajetória das contas públicas, da dívida e, consequentemente, dos juros e do crescimento econômico”, conclui.
A entrada de capital estrangeiro recorde no país foi um dos principais combustíveis da alta da bolsa no começo do ano. Desde então, porém, as incertezas com a guerra no Oriente Médio e os juros dos Estados Unidos começaram a fazer o investidor a montar posições mais defensivas.
A pesquisa de gestores de fundos de agosto do BofA (Bank of America) mostrou que o sentimento do investidor em relação às ações brasileiras se tornou mais bearish - o pessimista do jargão do mercado.
