Um debate está se formando no mercado de petróleo: o Estreito de Hormuz está muito mais “aberto” do que pensávamos?
O senso comum sustentava que a crucial via marítima está efetivamente fechada ao tráfego de petroleiros.
O Irã atacou dezenas de navios-tanque que tentavam transitar pelo estreito. Serviços de rastreamento marítimo, utilizando uma combinação de dados de transponder e imagens de satélite, reportaram uma queda significativa no número de embarcações tentando navegar pelas águas.
Os estoques globais de petróleo continuam sendo reduzidos.
Mas o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, contou uma história bem diferente na semana passada: o estreito está aberto e o petróleo flui de forma significativamente mais rápida do que o mercado percebe.
Ele teria como saber: as forças militares dos EUA estão bem ali, patrulhando as águas, escoltando navios para dentro e para fora do estreito, protegendo-os de ataques inimigos.
A Marinha fornece ao Departamento de Energia informações detalhadas sobre quais embarcações estão se movendo e quando.
“Em coordenação com as forças militares dos EUA, o Departamento de Energia dos EUA (DOE) mantém os melhores dados disponíveis relacionados ao petróleo e produtos petrolíferos que saem do Golfo Árabe”, disse um porta-voz do DOE.
Não é incomum para o governo Trump pressionar verbalmente os preços do petróleo para baixo.
