O Ministério da Saúde informou que ainda analisa a possibilidade de suspender temporariamente a adição de flúor à água potável diante da escassez de ácido fluossilícico, insumo utilizado no processo de fluoretação. Segundo a pasta, a medida depende de estudos técnicos e da adoção de medidas de contingência.
Porém, na nota, o ministério não informou se a suspensão da fluoretação será adotada de fato ou em que prazo uma eventual decisão poderá ser tomada.
A discussão ocorre após a judicialização do tema. A Abcon (Associação Brasileira das Empresas de Saneamento) acionou, na quarta-feira (19), o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), no Distrito Federal, pedindo a suspensão temporária da fluoretação da água enquanto persistir a falta do insumo.
A escassez de ácido fluossilícico é uma consequência direta da Guerra no Oriente Médio. O produto é produzido a partir do fertilizante, substância que ficou escassa após o conflito. Com isso, as atividades do único fabricante nacional do ácido precisou ser paralisada, o que interrompeu a oferta do insumo no mercado brasileiro.
A associação afirma que tentou contato com o Ministério da Saúde em cinco ocasiões após identificar a falta do ácido no mercado, entre junho e agosto, porém a pasta ainda não adotou medidas capazes de enfrentar a escassez. Desde junho, quando o produto deixou de ser fabricado, o estoque do insumo reduziu e o preço aumentou mais de 300%.
