A aprovação do primeiro genérico de semaglutida de via sintética do Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) promete reconfigurar o mercado de medicamentos voltados ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
Desenvolvido pela farmacêutica nacional EMS, o novo medicamento injetável sintético deve acirrar a concorrência e facilitar o acesso ao tratamento regularizado.
Contudo, especialistas apontam que a redução do mercado paralelo de canetas emagrecedoras clandestinas depende de uma combinação de fatores que vai além da queda de preços.
Semaglutida no Brasil: como atua substância genérica aprovada pela Anvisa?
"Canetas emagrecedoras genéricas podem facilitar acesso", diz especialista
Impacto econômico no mercado clandestino
O mercado brasileiro de agonistas do receptor de GLP-1 conta atualmente com 21 medicamentos registrados, sendo que nove canetas utilizam a semaglutida como princípio ativo. O recém-aprovado genérico tem como referência o Ozivy, também fabricado pela EMS e comercializado no país desde junho de 2026. A nova opção deve acirrar a disputa de mercado, exercendo pressão sobre os preços.
Para a advogada criminalista, Ana Krasovic, a expansão de alternativas regulamentadas ataca diretamente as bases do mercado clandestino.
“A ampliação da concorrência regularizada é provavelmente uma das medidas mais eficientes para enfraquecer economicamente o mercado paralelo, porque atua diretamente sobre escassez e preço”, afirma.
