A lobista Roberta Luchsinger dizia falar em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao tentar negociar um projeto de cannabis medicinal com o governo federal, segundo diálogos analisados pela Polícia Federal. De acordo com a investigação, a empresária também pretendia obter 20% de remuneração nos contratos com o governo. As informações foram divulgadas pelo Estadão e confirmadas pelo Poder360.
As declarações foram encontradas em trechos de conversas nas quais Roberta cita a possibilidade de ganho e menciona a atuação do advogado Otto Medeiros. Em uma das mensagens acessadas pela PF, a lobista usou a expressão “Eu sou o Fábio” para se identificar como representante do filho do presidente. “Aparentemente Roberta tinha autorização para agir em nome dele”, diz um trecho da investigação obtido pelo Estadão.
A Folha de S.Paulo obteve outros diálogos, que estão em posse da PF. Em uma das conversas, Roberta disse a um ex-assessor de congressistas, em 2024, que tentaria atuar no contrato de cannabis medicinal com Otto Medeiros. Ela também citou que o advogado seria “sócio do Cassio [sic]”, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques. Segundo a reportagem, as mensagens não indicam a atuação do próprio magistrado.
