O bitcoin disparou mais de 5% nesta 4ª feira (19.ago.2026), ultrapassando os US$ 69 mil (cerca de R$ 357,4 mil) e atingindo seu maior patamar desde o início de junho. O principal motor desta alta foi o anúncio do Departamento do Tesouro dos EUA de dobrar a capacidade de suas operações de recompra de títulos de longo prazo. Leia a íntegra do comunicado (PDF - 311 kB),
Com a decisão, o limite por operação passará de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões nos papéis com vencimento entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos.
A medida começa em 9 de setembro e vale, inicialmente, até 4 de novembro. Embora o valor seja pequeno diante do mercado de Treasuries, o anúncio provocou forte reação nos mercados.
Os juros dos títulos longos caíram, o dólar perdeu força. Bolsas, ouro e criptomoedas subiram. A principal leitura entre investidores é de que o Tesouro enviou um recado: está disposto a agir para reduzir a pressão sobre o mercado de dívida.
Ao sinalizar maior injeção de liquidez, a iniciativa tende a enfraquecer o dólar e fortalecer o bitcoin como reserva de valor. No dia 4 de novembro, o Tesouro norte-americano definirá se manterá essa capacidade ampliada. Até lá, o mercado financeiro seguirá de olho na trajetória dos yields de 30 anos e na sustentabilidade do rali das bolsas e do mercado cripto.
O QUE É RECOMPRA?
A recompra ocorre quando o Tesouro volta ao mercado para comprar títulos que já havia emitido.
