Abel Ferreira valorizou a classificação do Palmeiras na Copa Libertadores após a vitória por 1 a 0 sobre o Cerro Porteño, mas cobrou amadurecimento de sua equipe, exaltando também a entrega do adversário, em duelo disputado no Estádio Ueno La Nueva Olla, em Assunção, no Paraguai. O português elogiou o elenco, citando o talento de seus jogadores, mas ainda vê o grupo formando uma “cultura vencedora”.
“Este é um grupo com muito talento, mas talento só não ganha jogos. Se talento só ganhasse jogos, o Brasil seria campeão do mundo todas as vezes de quatro em quatro anos, porque talento tem de sobra. Não basta só o talento. É preciso juntar o esforço, química e a energia de criar um grupo e uma cultura vencedora. Este grupo não é o mesmo, é um grupo novo. O staff é o mesmo, a direção é a mesma, o treinador é o mesmo, mas o grupo é um grupo que está a aprender o que é representar e jogar no Palmeiras e o que é representar e jogar no futebol brasileiro”, destacou Abel.
“Temos um grupo que anda a crescer, que tem muito talento, mas ainda não tem a capacidade de sofrimento que essa equipe que, quando apanhei tinha. Não tinha tanto talento, mas tinha esse esforço, essa vontade, tal e qual como tem aqui o Cerro Porteño. O que não tem de talento, como tem o Palmeiras, sobra de entrega e de intensidade. Se perguntarem aos meus jogadores, eu disse que só havia uma forma de nós ganharmos: ‘é sermos melhores que eles, onde é o ponto forte deles’.
