Ainda que sem reação expressiva à ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), o mercado local de juros futuros foi totalmente pautado pela movimentação no exterior nesta quarta-feira (19).
As taxas queimaram prêmios em bloco, com destaque para os vencimentos mais distantes, em reação à decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de ao menos dobrar as recompras de papéis soberanos de longo prazo, após o estresse observado nestes vértices.
Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu de 13,749%, no ajuste anterior, a mínima intradia de 13,72%. O DI para janeiro de 2029 terminou negociado a 14,195%, vindo de 14,336% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 anotou baixa a 14,5%, de 14,643%.
Por volta das 18 horas, o retorno da T-note de dez anos diminuía de 4,710% a 4,646%, ao passo que a do T-bond de 30 anos tinha redução a 5,192%, de 5,284%.
O documento que detalhou a última decisão do Comitê de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Fed, de manter a taxa de juros, ganhou relevância no momento atual, uma vez que três dos 12 dirigentes do banco central norte-americano votaram a favor de um aumento imediato de 0,25 ponto porcentual dos Fed Funds em julho.
