Dormir oito horas por noite costuma ser associado a uma boa noite de sono. Mas o número, sozinho, não é suficiente para dizer se o descanso foi adequado. Uma pessoa pode passar oito horas na cama e ainda acordar sem disposição porque o sono foi fragmentado, sofreu influência de substâncias como o álcool, aconteceu em um horário pouco alinhado ao relógio biológico ou foi afetado por algum distúrbio.
A Academia Americana de Medicina do Sono (AASM) e a Sleep Research Society recomendam que adultos durmam pelo menos sete horas por noite regularmente. O consenso das entidades também considera qualidade, horário, regularidade e ausência de distúrbios como componentes de um sono saudável.
“Não existe um número mágico de horas de sono para todos os indivíduos”, afirma Lúcio Huebra, neurologista, médico do sono e membro do Conselho Administrativo da Academia Brasileira do Sono. Segundo ele, existe uma variação individual na necessidade de sono e, além da quantidade, é preciso considerar também a qualidade e a regularidade.
O que acontece durante essas 8 horas também importa
Ao avaliar o sono, Huebra aponta três aspectos: a quantidade de horas, considerando a necessidade individual; a qualidade, que envolve a facilidade para iniciar e manter o sono; e a maneira como a pessoa acorda e passa o dia, observando fatores como fadiga, sonolência, atenção e concentração.
O horário também entra nessa avaliação.
