O PT chega às eleições de 2026 com o menor número de candidaturas de sua história recente. São 1.097 nomes disputando vagas no Legislativo e no Executivo, segundo dados do TSE. É a 4ª eleição seguida em queda. O partido tinha 1.313 candidatos em 2018 e 1.119 em 2022.
Neste ano, o PT também terá menos candidatos nas faixas etárias de 21 a 44 anos, mas ampliará a presença de candidatos mais velhos. O maior crescimento está entre os petistas de 70 a 74 anos, com alta de 77,4%, e entre os de 65 a 69 anos, com aumento de 26,3%.
Ao todo, os dados indicam uma maior concentração de candidaturas do PT nas faixas acima dos 60 anos em 2026. A exceção está na faixa dos 75 aos 79 anos, que terá 1 candidato a menos ante 2022 (queda de 5,9%).
O esvaziamento é mais um sintoma de um problema que a legenda tenta driblar há anos: a dificuldade de renovar quadros e formar novas lideranças fora do núcleo histórico que fundou o partido há 46 anos.
HOMENS SAEM, MULHERES SEGURAM O NÚMERO
A retração é puxada quase inteiramente pelos homens. Em 1994, o PT lançou 1.093 candidatos homens; hoje são 693, uma queda de 36,6%. As mulheres seguiram o caminho inverso por décadas, saindo de 161 candidaturas em 1994 para um pico de 443 em 2018 (alta de 175,2%).
Mas esse crescimento também parou. Em 2026, são 404 candidatas -2ª queda seguida. Elas somam 36,7% do total de candidaturas do partido, ante 63,3% dos homens.
