David Morens, ex-assessor de Anthony Fauci no Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (Niaid), declarou-se culpado, nesta terça-feira, 18, por conspirar para ocultar documentos governamentais relacionados à pandemia de covid-19 e ao financiamento de pesquisas.
Morens, de 78 anos, admitiu ter participado de um esquema para evitar pedidos de acesso a informações públicas feitos à agência a partir de 2020. Segundo os promotores, ele e outras pessoas passaram a utilizar sua conta pessoal de e-mail para tratar de assuntos sujeitos a pedidos via Lei de Liberdade de Informação dos EUA.
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Pesquisa sobre coronavírus está no centro do caso
A acusação também envolve recursos destinados a pesquisas sobre coronavírus em morcegos. De acordo com os promotores, Morens trabalhou para tentar restabelecer um subsídio cancelado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), depois que surgiram questionamentos sobre uma possível relação entre o financiamento e o laboratório de Wuhan, na China.
Morens pode receber pena de até cinco anos de prisão. A sentença está marcada para 12 de novembro.
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O caso ganhou força em meio às investigações do Congresso norte-americano sobre a atuação de Fauci durante a pandemia.
