O Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta 4ª feira (19.ago.2026) que vai ao menos dobrar o volume das operações de recompra de títulos públicos de longo prazo. O limite por operação passará de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões nos papéis com vencimento entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos.
A medida começa em 9 de setembro e vale, inicialmente, até 4 de novembro. Embora o valor seja pequeno diante do mercado de Treasuries, o anúncio provocou forte reação nos mercados.
Os juros dos títulos longos caíram, o dólar perdeu força. Bolsas, ouro e criptomoedas subiram. A principal leitura entre investidores é de que o Tesouro enviou um recado: está disposto a agir para reduzir a pressão sobre o mercado de dívida.
O QUE É RECOMPRA?
A recompra ocorre quando o Tesouro volta ao mercado para comprar títulos que já havia emitido. Ao aumentar a demanda pelos papéis, a operação eleva seus preços e, consequentemente, reduz os rendimentos.
A medida não equivale ao chamado afrouxamento quantitativo adotado pelo Federal Reserve. Nela, o banco central compra títulos e cria reservas bancárias, ampliando a liquidez do sistema.
Na recompra do Tesouro, não há criação de moeda. O governo usa recursos disponíveis para trocar títulos longos por caixa. Na prática, a operação também pode alterar o perfil da dívida, reduzindo a quantidade de papéis longos em circulação.
POR QUE O TESOURO AGIU?
O anúncio é feito depois de uma forte alta dos juros de longo prazo.
