O registro de candidatura de Paulo Melo (União Brasil), ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi alvo de uma ação de impugnação de registro de candidatura no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro). Leia a íntegra (PDF - 971 kB)
A ação pede que o político seja impedido de concorrer a uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026. O pedido foi protocolado na 2ª feira (17.ago.2026) pela candidata ao mesmo cargo Erika Gama (DC).
A impugnação tem como base jurisprudência recente do Tribunal Superior Eleitoral sobre a possibilidade de vetar candidaturas quando há indícios de interferência, direta ou indireta, de organizações criminosas no processo eleitoral.
A impugnação será analisada pela Justiça Eleitoral. Se o pedido for acolhido, o registro de candidatura de Paulo Melo será indeferido. Caso a ação seja rejeitada, ele poderá seguir na disputa, mas a decisão poderá ser contestada por meio de recursos às instâncias superiores.
INVESTIGAÇÕES
O documento cita uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). Segundo a impugnação, o grupo operava 70 máquinas caça-níqueis com faturamento mensal estimado em R$ 400.000, com influência política na Região dos Lagos fluminense.
Em julho de 2025, o Gaeco realizou busca e apreensão na residência do candidato na Operação Sete da Sorte.
