A AGT Agroterenas concluiu uma operação de cerca de R$ 160 milhões no âmbito da segunda edição do Eco Invest Brasil, programa do governo federal voltado à atração de capital para projetos ligados à transição para uma economia de baixo carbono. A operação foi estruturada e financiada pelo Itaú BBA e terá prazo de dez anos.
O projeto prevê a conversão de áreas de pastagens degradadas em áreas produtivas de cana-de-açúcar, com foco nos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
Na prática, a estratégia busca transformar terras atualmente utilizadas na pecuária extensiva em ativos agrícolas voltados à produção de açúcar e etanol, ampliando a geração de receita sem a necessidade de abertura de novas áreas.
Segundo a Agroterenas, as áreas incluídas no projeto apresentam 100% de degradação classificada como intermediária ou severa. A recuperação deverá elevar a capacidade produtiva dos solos por meio de práticas agrícolas voltadas à melhoria das condições físicas, químicas e biológicas das áreas.
Ao longo da execução do projeto, a empresa estima receita líquida de aproximadamente R$ 690 milhões com a produção de açúcar e etanol, o que representa potencial de geração de valor superior ao volume de recursos captado para a recuperação das áreas.
Para o Itaú BBA, a operação mostra como mecanismos de financiamento ligados à agenda de sustentabilidade podem ampliar o acesso de empresas do agronegócio a capital de longo prazo.
