A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) quer que os candidatos à Presidência da República assumam o compromisso de ampliar e dar estabilidade aos investimentos em ciência, tecnologia e inovação para o agro brasileiro. A recomendação faz parte de uma agenda estratégica elaborada pela estatal para os futuros ocupantes dos Poderes Executivo e Legislativo.
O documento, divulgado nesta terça-feira (18), não estabelece um valor para o próximo governo, mas a defesa por mais previsibilidade ocorre após anos de restrição dos recursos discricionários da empresa.
Em 2023, a Embrapa afirmava precisar recompor o orçamento discricionário para R$ 320 milhões, mas operou o ano com R$ 170,3 milhões. Em 2026, os recursos discricionários de custeio para projetos de pesquisa e manutenção chegaram a R$ 371,5 milhões, segundo a Carta Anual da empresa.
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A Embrapa também destaca o peso econômico da pesquisa. O agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, equivalente a 25,1% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto o PIB agropecuário, dentro da porteira, alcançou R$ 775,3 bilhões. Segundo a estatal, cada R$ 1 investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.
