A diretora da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Agnes da Costa, disse, nesta 4ª feira (19.ago.2026), que a agência tentará antecipar a regulamentação da divisão dos custos da contratação de baterias, marcada para 2027, para dar mais segurança aos participantes dos leilões de dezembro. A declaração foi dada em evento promovido pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), em Brasília.
O 1º Leilão de Reserva de Capacidade do Brasil voltado exclusivamente a baterias será realizado em duas etapas, em 2 e 4 de dezembro. Uma será restrita a equipamentos com conteúdo nacional, e a outra permitirá componentes importados. O governo estima contratar algo em torno de 6.000 MW (megawatts) de potência, com início de operação em agosto de 2028 e contratos de 15 anos. A disputa recebeu o cadastro de 6.091 projetos.
Segundo Agnes, a regulamentação do leilão aprovada pela Aneel em junho corresponde só a um 1º ciclo de discussão. A diretora afirmou que será necessária uma 2ª etapa, mais longa, para tratar de aspectos comerciais e operacionais que não foram resolvidos.
No 1º ciclo, a Aneel aprovou normas que estabelecem regras para autorização, conexão e operação de sistemas de armazenamento autônomos e de baterias instaladas junto a usinas.
Ficaram em aberto, entretanto, questões como a divisão dos custos dos contratos, a negociação e a operação comercial desses novos agentes do setor elétrico.
