Os ataques a portos e navios interromperam mais de 97% da capacidade de exportação de grãos da Rússia e da Ucrânia no Mar de Azov e do Mar Negro, cortando uma importante fonte de suprimentos de baixo custo e contribuindo para a alta dos preços globais.
Os dois principais exportadores de grãos intensificaram os ataques no último mês, deixando os importadores do Oriente Médio, da África e da Ásia diante da perspectiva de ter que adquirir grãos de fornecedores de custo mais elevado, como a Austrália e os Estados Unidos (EUA).
Juntas, a Rússia e a Ucrânia exportaram, em média, 7,2 milhões de toneladas métricas de grãos por mês a partir de terminais na região do Mar de Azov e do Mar Negro na última safra, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados oficiais e estimativas de analistas.
Atualmente, não há embarques a partir dos terminais ucranianos no Mar Negro. Na Rússia, o único terminal de grãos que não está oficialmente fechado é uma pequena instalação em Tuapse, com capacidade de cerca de 160 mil toneladas por mês, segundo autoridades e fontes do setor.
As paralisações representam uma perda de mais de 97% da capacidade de exportação de grãos em comparação com a última safra, mostram os cálculos da Reuters.
Paralisações impulsionam preços
“No momento, o transporte civil no Mar Negro está praticamente paralisado”, disse Yevgeny Karabanov, chefe do comitê analítico da União de Grãos do Cazaquistão, que também transporta grãos por portos russos.
