A IBM desenvolveu novo sistema de refrigeração criogênica capaz de manter computadores quânticos em temperaturas inferiores a 15 milikelvins, cerca de 0,015 grau acima do zero absoluto.
A temperatura é mais de 180 vezes menor do que a do espaço profundo e pode ajudar a empresa a superar um dos principais desafios para tornar a computação quântica tolerante a falhas e capaz de operar em escala.
O sistema funciona como uma espécie de “geladeira quântica” modular, projetada para permitir que diferentes processadores quânticos sejam conectados e operem simultaneamente em temperaturas extremamente baixas.
A capacidade de manter os componentes tão frios é fundamental porque os processadores quânticos dependem de qubits supercondutores. O calor pode interferir no comportamento desses componentes e provocar erros nas operações quânticas.
Um problema de escala
A nova arquitetura busca solucionar uma dificuldade que surge conforme os computadores quânticos ficam maiores;
Em vez de concentrar todos os qubits em um único processador, a IBM pretende distribuir os componentes por diferentes módulos criogênicos e fazer com que eles trabalhem juntos;
Para isso, a empresa desenvolveu os chamados L-couplers, cabos supercondutores de alumínio que podem chegar a aproximadamente um metro de comprimento.
