O relatório da Polícia Federal enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, declarou não haver indícios suficientes que comprovem que o jornalista maranhense Luís Pablo tenha cometido crime de violação funcional. Segundo os investigadores, também não há provas robustas que indiquem que ele tenha recebido valores para publicar notícias contra o ministro Flávio Dino, do STF.
O caso tramita em inquérito instaurado por Moraes para apurar eventual crime de perseguição e violação de sigilo funcional pelo jornalista, que publicou reportagens indicando o uso de carros oficiais do TJMA (Tribunal de Justiça do Maranhão) por familiares de Dino. Moraes determinou a quebra do sigilo da fonte de Luís Pablo para chegar ao ex-secretário do Maranhão Raimundo Cutrim, que repassou as informações ao jornalista. Em entrevista ao Poder360, Luís Pablo negou ter monitorado Flávio Dino.
Segundo o relatório da Polícia Federal, “através do que fora analisado, não é cabível apontar com máxima certeza que a quantia em comento se trata de pagamento destinado a matérias jornalísticas ou recebimento ligado a assuntos desse teor”.
O documento afirma que Raimundo Cutrim, que está em prisão domiciliar por ordem de Dino em outro inquérito, quis utilizar as informações sobre o uso de carros oficiais para constranger o ministro.
