Candidato a governador de São Paulo afirmou ainda que "nunca viu Lula mexer um dedo por ninguém"
As percepções econômicas do ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, estão descoladas da realidade que o país passa. Em sabatina realizada nesta manhã por o Globo, CBN e Valor, o petista disse que o atual governo Lula conteve gastos, mas o grande desafio fiscal foi receber o país com um rombo de R$ 60 bilhões da gestão anterior, de Jair Bolsonaro.
Ao ser questionado sobre a generosa quantia de R$ 145 bilhões que o Congresso aprovou para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, Haddad argumentou que o governo anterior havia deixado de fora da PEC os valores necessários para manter o Bolsa Família em R$ 600 e os precatórios (decisões judiciais definitivas contra a União).
Em 2021, o então presidente Jair Bolsonaro limitou o montante a ser desembolsado para o pagamento de precatórios. O movimento foi justificado pelo governo, na época, para garantir o espaço orçamentário necessário ao custeio do Auxílio Brasil (agora Bolsa Família).
Lula fez o maior ajuste
Haddad afirmou ainda que o governo Lula 3 fez o terceiro maior ajuste de contas do mundo. "Um feito reconhecido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)", segundo ele. Mas não foi em assim. Em julho deste ano, o FMI elogiou a resiliência do Brasil e o modelo do PIX e defendeu a adoção de um arcabouço legal mais completo, assim como a autonomia do Banco Central.
