Um estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro), divulgado em 19 de agosto de 2026, relaciona o custo fiscal das renegociações das dívidas rurais ao potencial de expansão do seguro rural. Segundo a análise, os R$ 3,6 bilhões por ano estimados pelo governo federal para as repactuações poderiam gerar até R$ 112,6 bilhões em importância segurada no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
O cálculo parte do custo de oportunidade desse espaço fiscal. Com base nos números do PSR de 2025, os pesquisadores indicam que R$ 3,6 bilhões destinados à subvenção ao seguro poderiam cobrir 20,47 milhões de hectares, com cerca de 398 mil apólices e R$ 10,16 bilhões em prêmios.
A análise ressalta que o seguro rural não substitui a renegociação das dívidas. O estudo reconhece a relevância da repactuação, especialmente no contexto de urgência enfrentado pelos produtores, mas sustenta que a medida isolada não resolve a exposição recorrente ao risco climático e comercial.
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No diagnóstico dos pesquisadores, decisões fiscais de magnitude semelhante produzem efeitos distintos: a renegociação atua após a perda, enquanto o seguro opera como instrumento preventivo.
