Resumo
Ferramentas para remover marca d’água em textos gerados pelo Claude começaram a surgir, como a criada por Guillaume Meyer, que já soma mais de 20 mil salvamentos no X e 100 mil colaboradores no GitHub.
A marca d’água da Anthropic funciona por meio de um padrão estatístico criado durante a escolha de palavras, mas pode ser enfraquecida por alterações no conteúdo.
A tecnologia de detecção usada pelo Claude, baseada no SynthID-Text do Google DeepMind, pode gerar falsos positivos, o que preocupa desenvolvedores e profissionais.
Poucas horas após a Anthropic detalhar o funcionamento da marca d’água invisível que começará a acompanhar textos gerados e editados pelo Claude, desenvolvedores começaram a publicar ferramentas supostamente capazes de enfraquecer ou remover o sinal.
O primeiro código foi criado pelo programador Guillaume Meyer e rapidamente se espalhou, somando mais de 100 mil colaboradores no GitHub. Ele disse no X que criou o removedor como um teste e que não é contra a identificação de conteúdos, mas “contra a técnica de marca d’água”.
O detector do Claude está sendo implementado na esteira da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia, que passou a exigir a sinalização de conteúdos gerados por IA. Cerca de 190 organizações já assinaram o código de conduta. A marcação em textos deve se tornar um padrão no setor até o fim deste ano.
