O estoque de CPR (Cédula de Produto Rural) em julho atingiu R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão, segundo o boletim de finanças do agro divulgado pelo Mapa (Ministério da Agricultura).
De acordo com o levantamento, só no primeiro mês da safra 2026/2027, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas cédulas. O número representa um recuo de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado.
As negociações via CPR vêm crescendo exponencialmente ao longo dos anos. Segundo o boletim, que foi divulgado no fim de julho, desde 2022, esse tipo de papel cresceu 267%.
O título de crédito é mecanismo de venda antecipada das safras e funciona como uma espécie de promissória para que o produtor possa ter acesso aos recursos antes da colheita sem depender exclusivamente de crédito bancário subsidiado pelo governo.
A modalidade permite acessos a insumos, dá previsibilidade e desburocratiza processos. Integrantes do governo enxergam essa como uma forma eficaz de fazer negócios que tendem a crescer cada vez mais.
O boletim ainda mostra a evolução das LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), que somaram R$ 560,37 bilhões no mês, recuo de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário.
