As Forças Armadas de Israel anunciaram nesta quarta-feira (19) suas primeiras investigações criminais sobre a conduta das tropas na guerra em Gaza, com foco nos assassinatos de Hind Rajab, de 5 anos, e de sua família, bem como de 15 paramédicos palestinos.
As Forças Armadas afirmaram que não abrirão investigações criminais sobre outros três ataques que resultaram na morte de trabalhadores humanitários da World Central Kitchen e da Médicos Sem Fronteiras. O comunicado informou que foram concluídas as análises de 150 incidentes relacionados à conduta das tropas em Gaza e que foram tomadas decisões sobre esses cinco casos citados.
O comunicado das Forças Armadas Israelenses não mencionou as muitas outras mortes de grande repercussão que Israel se comprometeu a investigar ao longo da guerra, como os ataques israelenses a um hospital no sul de Gaza que mataram cinco jornalistas em agosto de 2025, incluindo Mariam Dagga, uma jornalista visual que trabalhava como freelancer para a Associated Press (AP) e outras agências de notícias.
Tanto o assassinato de Rajab e de sua família - que ficaram presos em um veículo e imploravam por ajuda por telefone em fevereiro de 2024 - quanto o assassinato de 15 profissionais de saúde em maio de 2025 geraram indignação internacional.
Especialistas independentes do Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmaram que o assassinato de Rajab pode constituir um crime de guerra.
