A inadimplência empresarial cresceu 13,64% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025. No período, o número de dívidas em atraso avançou ainda mais, 15,66%. Os dados são do Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas, do SPC Brasil, e foram divulgados na 2ª feira (17.ago.2026).
Segundo o SPC Brasil, para negócios que já chegam ao 2º semestre com restrições financeiras, a menor previsibilidade pode dificultar decisões relacionadas a compras, investimentos e negociação de condições comerciais.
Para João Paulo Travasso, coordenador de Soluções do SPC Brasil, a inadimplência empresarial pode ocasionar efeitos que ultrapassam o compromisso financeiro que deixou de ser pago.
“Quando uma empresa apresenta restrições em seu CNPJ, o impacto não está apenas na dívida em aberto. A situação pode afetar sua capacidade de planejamento e tornar mais desafiadora a negociação de novos compromissos. Em um período em que as empresas precisam se preparar para um 2º semestre mais intenso, ter previsibilidade financeira passa a ser ainda mais importante”, disse Travasso.
O SPC Brasil também afirmou que, em muitos casos, a inadimplência não é um episódio isolado. Em julho, 69,02% das negativações de empresas correspondiam a negócios reincidentes, ou seja, que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes nos 12 meses anteriores.
