Em meio ao aumento da exposição de crianças e adolescentes no ambiente digital, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) orientou para que pediatras evitem compartilhar imagens, experiências clínicas ou qualquer conteúdo que possa identificar pacientes. A medida foi publicada nesta quarta-feira (19).
Segundo a organização, crianças e adolescentes ainda estão em processo de desenvolvimento e ainda não possuem autonomia plena para compreender os efeitos futuros da exposição na internet. Mesmo que haja o consentimento formal de pais ou responsáveis, isso não representa uma autorização irrestrita.
O documento aponta que o pediatra continua responsável por avaliar o melhor interesse da criança ou do adolescente e, por isso, deve adotar uma postura de cautela extrema na atuação em ambientes digitais, o que significa reduzir a exposição ao mínimo necessário.
Para Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho de Saúde Digital da SBP, a capacidade de discernimento do paciente pediátrico é limitada, bem como sua compreensão sobre a permanência do conteúdo na internet, seu alcance e possíveis impactos.
A especialista completa que essa condição de maior suscetibilidade dos jovens exige uma postura ampliada de proteção por parte das famílias, das instituições e, neste caso, dos pediatras.
