O senador Jon Ossoff sabia exatamente o que estava fazendo ao mencionar, outro dia, as “viagens com Natalie” do presidente Trump.
As buscas no Google pela assistente executiva de Trump, Natalie Harp, dispararam 5.000%. Veículos de comunicação correram para atender à demanda por informações, publicando novas reportagens sobre Harp.
Comentaristas progressistas comemoraram Ossoff, enquanto comentaristas conservadores o condenaram. Na tarde de terça-feira, na Fox News, um Jesse Watters perplexo observou: “Esta é a primeira vez que falamos de Ossoff neste programa em seis anos”.
É difícil acreditar nisso, mas o episódio representa uma vitória para Ossoff, de 39 anos, que concorre à reeleição na Geórgia enquanto alguns democratas sonham com sua candidatura à Presidência em 2028.
Sua frase sobre “viajar com Natalie”, parte de um argumento mais amplo, mas ainda curto o suficiente para caber no TikTok, de que Trump “não quer fazer o trabalho” de presidente, mostrou uma compreensão sofisticada do ambiente das redes sociais.
O comentário, feito em um comício no último domingo, provocou, atiçou e enfureceu diferentes públicos simultaneamente, praticamente garantindo uma ampla cobertura jornalística e ainda mais atenção.
Vídeos curtos com o comentário foram compartilhados positivamente no X e em outros sites por críticos de Trump que já haviam questionado a relação profissional do presidente com Harp, de 35 anos.
