A terapia personalizada de mRNA para câncer desenvolvida pela Moderna em parceria com a MSD reduziu o risco de recorrência e disseminação do câncer de pele em um ensaio clínico de fase final quando combinada com o medicamento de imunoterapia Keytruda. Com isso, as ações da Moderna subiam mais de 145% por volta das 14h05, pelo horário de Brasília.
Milhares de pacientes que foram submetidos a cirurgia para melanoma de alto risco poderão se beneficiar já no próximo ano, de acordo com o presidente da Moderna, Stephen Hoge, em entrevista.
Os resultados preliminares do estudo em andamento, divulgados nesta quarta-feira (19), mostraram que o tratamento com Intismeran atingiu tanto o objetivo principal de reduzir a recorrência do câncer quanto o objetivo secundário de impedir que os tumores se espalhem para outras partes do corpo, em comparação com o Keytruda isoladamente.
Este é o primeiro resultado positivo em um ensaio clínico de fase final para uma vacina de mRNA contra o câncer e o primeiro estudo desse tipo a demonstrar que a adição de um tratamento ao Keytruda funcionou melhor do que a terapia isolada em pessoas cujo melanoma havia sido removido cirurgicamente.
As ações da Moderna sofreram nos últimos anos, pois a empresa tem tido dificuldades em provar aos investidores que consegue expandir sua plataforma de mRNA para além da vacina contra a Covid-19.
