Os sólidos níveis de produtividade dos Estados Unidos parecem ter atenuado o impacto inflacionário total das tarifas comerciais em grande escala impostas pelo presidente Donald Trump, segundo uma nova pesquisa do Federal Reserve de Boston.
“Os setores nos quais as tarifas geraram custos mais elevados em 2025 também registraram maior crescimento da produtividade do trabalho, o que os ajudou a mitigar esses custos mais altos”, escreveram os pesquisadores do banco em um artigo divulgado nesta quarta-feira (19).
Isso significa que, embora as empresas possam ter enfrentado custos mais altos de insumos devido aos aumentos de impostos do presidente, ao obterem maior produção com suas forças de trabalho, elas conseguiram evitar repassar esses custos. Isso, por sua vez, ajudou a inflação, que vem ficando acima da meta de 2% do Fed há meia década, a ficar mais baixa do que teria ficado de outra forma devido aos impostos.
No total, as tarifas, que subiram de um nível médio de 2,5% antes da volta de Trump para 10%, aliadas a taxas de produtividade sólidas, adicionaram 0,5 ponto percentual ao nível básico do índice de preços dos gastos com consumo pessoal, constataram os autores.
Os analistas afirmaram que as empresas que enfrentaram fortes aumentos de custos relacionados às tarifas conseguiram manter a produção estável ao mesmo tempo em que reduziram a mão de obra, e “a redução das horas de trabalho contribuiu para um maior crescimento da produtividade do trabalho”.
