A Justiça apontou “estranheza” na ação movida pelo Sinafut (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional) contra contratos firmados no âmbito da FFU (Futebol Forte União) e afirmou haver “indícios de uma questionável intromissão” do sindicato em uma esfera contratual privada. Leia a íntegra (PDF - 529 KB).
O Sinafut e suas organizações estaduais de administração e ligas divulgaram, na 6ª feira (14.ago.2026), um vídeo-manifesto em que criticam contratos como os firmados no âmbito da FFU, por transferirem a agentes financeiros externos o controle sobre receitas, decisões estratégicas e ativos de clubes brasileiros por prazos de até 50 anos.
A Sinafut afirmou que não é contra a entrada de capital privado no futebol, mas contra a transferência de poder de decisão para investidores externos. Em julho, o sindicato acionou o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) contra a Sports Media Entertainment, sócia da FFU, e a Opea Securitizadora, empresa que fez a emissão dos títulos das dívidas.
Procurada pelo Poder360, a Sports Media Entertainment afirmou que o prazo de 50 anos se refere à sociedade formada pelos clubes e pelo investidor e que a estrutura foi constituída em formato de condomínio, conforme proposta apresentada pelos próprios clubes, com assessoramento jurídico especializado.
Segundo a empresa, o período dá sustentação a uma parceria e a um investimento de longo prazo no futebol brasileiro.
