O navio USS George Washington em formação com embarcações americana, britânica e francesa durante treinamento em 2023
Nicholas Russell/Departamento de Defesa dos EUA
O governo Trump utilizou sua "reserva de emergência" ao enviar o porta-aviões USS George Washington ao Oriente Médio em meio à guerra com o Irã, o que "criou um buraco" na região do Pacífico e impactou na capacidade de responder a ameaças globalmente, segundo um analista ouvido pelo jornal "The New York Times".
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O Pentágono anunciou o envio do USS George Washington na semana passada para substituir o USS Abraham Lincoln, que segundo a imprensa norte-americana enfrenta problemas técnicos e com denúncias de uma crise de saúde mental na tripulação.
Segundo John Ismay, repórter do "New York Times" que cobre o Pentágono e se especializou em questões estratégicas, a função do USS George Washington é servir como um "reserva" para os restantes dos porta-aviões norte-americanos, porém, no restante do tempo tem o objetivo de servir como dissuasão na região do Pacífico.
"Uma coisa que acho que ainda não discutimos é que o porta-aviões que a Marinha mantém permanentemente destacado no Japão, junto à 7ª Frota dos EUA, está lá basicamente para emergências (...) e esse navio está sendo enviado neste momento para substituir o Lincoln. Isso cria o que se chama de custo de oportunidade.
EUA usam 'reserva de emergência' ao enviar novo porta-aviões ao Oriente Médio e criam 'buraco' no Pacífico, diz analista
