O Brasil poderia ter perdido um dos maiores nomes da música nacional para o futebol. Nas páginas da edição nº 640 da Revista PLACAR, a repórter Maria Helena de Araújo contava a relação de Djavan com o futebol.
O artista, que ficou conhecido por sucessos como “Bem-Querer”, “Samurai” e “Oceano”, cresceu nas peladas de Maceió, sua cidade natal, e chegou até a treinar no time juvenil do CSA. Em entrevista à PLACAR, o próprio músico admite que “era muito bom de bola”, mas que a negligência ao preparo físico impediu sua carreira no esporte.
O amor de Djavan com o Flamengo, seu clube do coração, também é explorada na edição. A paixão pelo Rubro-Negro levava o alagoano ao Maracanã, para aplaudir a magestade de Zico.
“A beleza do futebol começa com o Flamengo. Deixei para trás o meu querido CSA e tudo mais em Maceió, lembra. Mas, em compensação, vim para junto do Flamengo, time do qual, como todo mundo, eu já era torcedor em Alagoas. A beleza do futebol começa no Flamengo, não importa com quem ele jogue. Aquela camisa tem parte com Exu. É um time lindo”, afirma o cantor, na reportagem.
Djavan se surpreendeu ao receber do fotógrafo Rodolpho Machado as camisas CSA e Flamengo. O cantor vestiu os dois uniformes, pegou uma bola e demonstrou sua habiidade com a pelota.
“Faz embaixadas, mata no peito, joga de calcanhar - e mostra que bem poderia ser um craque da bola. Mas a música é sua vida. O futebol, seu bem-querer, segredo, sagrado, sacramentado”, finaliza a reportagem.
