Imagine um celular capaz de realizar cálculos usando organismos vivos em vez de componentes eletrônicos tradicionais. Embora pareça coisa de ficção científica, pesquisadores do MIT deram um passo nessa direção ao criar bactérias capazes de funcionar como transistores biológicos e formar circuitos que processam informações.
A tecnologia ainda está muito distante de chegar aos smartphones. No entanto, ela abre caminho para um possível “chip vivo”, uma versão futura inspirada nesse conceito, na qual bactérias poderiam executar determinadas funções computacionais dentro de sistemas biológicos.
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Em computadores, transistores funcionam como interruptores que controlam o fluxo de eletricidade. No experimento do MIT, pesquisadores desenvolveram bactérias que desempenham papel semelhante, mas em vez de controlar corrente elétrica, elas controlam o fluxo de moléculas que carregam sinais entre diferentes partes do circuito.
Para isso, a equipe utilizou a bactéria Pantoea agglomerans e criou dois tipos de “transistores” biológicos. Os pesquisadores também desenvolveram três linhagens capazes de atuar como relés, transmitindo informações de uma bactéria para outra.
As colônias foram impressas sobre placas de ágar, mantendo uma distância de aproximadamente 5 milímetros entre elas. Dessa maneira, os sinais conseguem passar de uma colônia para a seguinte, formando uma espécie de circuito biológico.
