Os parlamentares ucranianos nomearam nesta quarta-feira um novo ministro da Defesa, poucas horas depois que seu antecessor, destituído do cargo, desferiu um duro golpe ao presidente Volodymyr Zelensky ao defender eleições em tempo de guerra.
Yevhenii Khmara, ex-oficial de alto escalão das forças especiais, assume a importante pasta da Defesa em meio a uma nova turbulência política para o presidente, que enfrentou semanas de protestos devido à demissão do reformista Mykhailo Fedorov, de 35 anos.
A nomeação de Khmara também ocorreu poucas horas depois que as autoridades anticorrupção anunciaram acusações contra um vice-chefe do gabinete de Zelensky, como parte de um suposto esquema de lavagem de dinheiro de US$3 milhões.
A destituição de Fedorov do cargo de ministro da Defesa, em julho, levou milhares de manifestantes às ruas em protestos raros em tempo de guerra contra uma reorganização inesperada, vista como mal comunicada ao público em um momento crítico da guerra com a Rússia.
Seu ousado apelo por eleições no quinto ano de conflito gerou acusações de populismo em um país onde a maioria da população ainda se opõe a uma votação em tempo de guerra, embora muitos argumentem que a Ucrânia precise de novos rostos no poder.
“Ele optou por seguir a trajetória populista, ressaltando os riscos e desafios para o processo democrático das eleições”, disse Lesia Bidochko, pesquisadora de políticas do Instituto de Política Europeia em Kiev.
