O negócio da Meta depende de atrair os jovens e explorar seus dados e atenção, argumentou um advogado de um grupo de procuradores-gerais estaduais nas alegações iniciais do mais recente julgamento de grande repercussão contra a gigante das redes sociais, na terça-feira (18).
O julgamento pode ser a batalha jurídica mais decisiva da Meta até agora em relação à segurança e ao vício entre os jovens. Se a Meta perder o caso, isso poderá mudar fundamentalmente a forma como as plataformas de mídia social da empresa operam.
Ambas as partes expuseram seus argumentos aos jurados no tribunal federal de Oakland, incluindo a alegação da Meta de que a acusação dos estados não é sustentada pelas provas.
Os estados também chamaram sua primeira testemunha na terça-feira: o ex-diretor de engenharia do Facebook que se tornou denunciante, Arturo Béjar, que afirmou que a Meta priorizava agir rapidamente e lançar novos produtos em detrimento da segurança.
Apesar de ter trabalhado com segurança na Meta, ele testemunhou que teve dificuldade em impedir que sua filha adolescente se deparasse com conteúdo impróprio e abordagens de estranhos no Instagram. Béjar deve voltar ao banco das testemunhas na quarta-feira (19).
“Falamos sobre o lema deles, a cultura deles, se assim quiserem, que era ‘agir rápido e quebrar barreiras’”, disse o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, durante uma coletiva de imprensa, após as alegações iniciais.
