A primeira-dama, Janja Lula da Silva, ganhou protagonismo na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo sem designação formal, a petista se tornou porta-voz preferencial para o eleitorado feminino e terá agenda própria de viagens durante as eleições de 2026.
Segundo apuração da CNN, a petista seguirá com agenda intensa pelo país, em eventos com e sem a presença de Lula. O PT avalia que o engajamento da primeira-dama pode ajudar a trazer mais votos de mulheres para Lula.
A aposta da campanha ignora o alto índice de rejeição de Janja fora da esquerda, até maior que o do próprio presidente Lula, segundo institutos de pesquisa.
A sondagem PoderData de junho, por exemplo, mostrou que 52% dos que conhecem Janja desaprovam a atuação da primeira-dama. Foram entrevistadas 2.500 pessoas, e a margem de erro era de 2 pontos percentuais.
Durante o governo Lula 3, Janja já rodava o país coordenando agendas do Pacto Brasil Contra o Feminicídio. Entre outras capitais, a primeira-dama foi a Salvador (BA), Fortaleza (CE), Natal (RN) e Teresina (PI). Na última terça-feira (18), esteve em audiência em Curitiba (PR).
Janja agora está à frente da organização do primeiro evento da campanha de Lula voltado ao eleitorado feminino - tratado como prioritário pela equipe do petista. No dia 29 de agosto, o mandatário vai a Belo Horizonte (MG) para encontro com mulheres.
