Flávia Oliveira fala do acesso facilitado a armas nos EUA: 'Eixo importante do debate'
O governo Trump pavimenta o caminho para que ex-presidiários e condenados recuperem o direito de possuir armas de fogo, contrariando uma lei federal aprovada há mais de três décadas pelo Congresso.
Esta iniciativa para flexibilizar as restrições ao porte de armas é uma vitória para os defensores da Segunda Emenda, mas contestada com veemência por grupos que lutam por mais rigor no seu controle e alertam sobre os riscos à segurança pública.
A estimativa é que, no primeiro ano após a regulamentação, 330 mil pessoas deverão solicitar esta licença ao Departamento de Justiça, que já vem, aos poucos, restaurando o direito ao porte de armas a indivíduos condenados.
Depois, o número pode aumentar para 1 milhão de requerentes ao ano.
Cerca de 30 milhões de americanos estão proibidos de possuir armas de fogo por condenações criminais, segundo o governo.
Imigrantes sem regularização, criminosos sexuais registrados e violentos continuarão a ser impedidos de ter armas de fogo, assegura o Departamento de Justiça.
“A Segunda Emenda não é um direito de segunda classe, e o governo federal não deve privar permanentemente os americanos de um direito constitucional, sem levar em consideração se eles representam um perigo para a segurança pública”, justificou o recém-empossado procurador-geral Todd Blanche sobre a resolução aprovada nesta segunda-feira.
Trump consolida caminho para que ex-presidiários e condenados recuperem direito a ter armas de fogo
