Mesmo diante de cobranças do Ministério Público para impedir candidaturas ligadas ao crime, partidos oficializaram nomes de pessoas sob investigação por envolvimento com facções, milícias e grupos criminosos para as eleições de 2026.
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Um levantamento do jornal Folha de S.Paulo identificou ao menos nove postulantes a deputado federal ou estadual que já foram investigados por suposta ligação com organizações como PCC, Comando Vermelho e milícias. Destes, sete enfrentam questionamentos judiciais no âmbito eleitoral.
Os partidos inscreveram esses candidatos na plataforma do Tribunal Superior Eleitoral, mas a análise dos registros ainda está em curso. Caso sejam detectadas irregularidades, a Justiça Eleitoral pode barrar suas candidaturas antes do pleito.
Casos e defesas dos acusados
Entre os nomes está o ex-prefeito de Embu das Artes, Ney Santos (Republicanos-SP), investigado por lavagem de dinheiro em postos de combustíveis e suspeita de ligação com o PCC. O Ministério Público Eleitoral declarou que há “sólidos elementos de convicção sobre a participação de Claudinei [Ney Santos] nas atividades do crime organizado”.
Ney Santos tornou-se réu por suspeita de liderança de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa argumenta que as acusações são “factoides requentados” e que não há provas de vínculo com o crime. “A repetição de uma acusação, no entanto, não a transforma em fato”, disse o advogado.
