Suspenso após testar positivo para cocaína, o tenista Nick Kyrgios sempre teve uma relação conturbada com o esporte, além de possuir um histórico de explosões de raiva dentro de quadra, que o torna uma figura controversa entre os fãs de tênis.
O australiano sempre foi sincero sobre sua complexa convivência. Em 2022, ele falou abertamente sobre os problemas de saúde mental que enfrentava ao longo de sua carreira, além da luta contra o abuso de drogas e álcool, e da automutilação.
Kyrgios admitiu que “odiava” sua vida, mas disse que o confinamento global em 2020, devido à pandemia do coronavírus, o ajudou a começar a superar algumas dessas batalhas depois de ter “perdido o controle”.
“Foi muito sério, a ponto de eu me automutilar, e isso não está certo. Acho que afastei todos que se importavam comigo, não me comuniquei com ninguém e simplesmente me isolei da vida real, tentando lidar com meus problemas de frente”, disse o jogador ao Wide World of Sports.
“Eu abusava muito de álcool e drogas, e isso saiu completamente do controle. Agora, quase não bebo, literalmente tomo uma taça de vinho no jantar. Inicialmente, precisei me recuperar um pouco desse vício, reconstruir meu relacionamento com a minha família e adotar hábitos mais saudáveis, como o básico: alimentação, dormir bem, tentar me exercitar um pouco mais, e foi isso”, declarou ele na época.
Durante seus momentos mais difíceis, Kyrgios sentia que estava “decepcionando as pessoas o tempo todo”.
