Acho que você, querido leitor, já percebeu que gosto de contar histórias. Muitas vezes, apronto um texto apenas com conteúdo gramatical, mas, por não ter um gancho de um bom causo, não gosto dele e não o publico. Em algum momento, aprendi que as histórias conectam e ensinam… por isso, fico procurando por elas.
Semana passada, uma jornalista e comentarista econômica falou que os preços não estão caros, mas que muitos têm uma “sensação” de carestia quando vão ao supermercado. A frase da comunicadora me deu uma sensação de que, se me encontrasse com ela, não seria legal… Muito embora eu nem a conheça e só tenha ouvido sua opinião. Mas sabe, essa “sensação” de alguém estar dizendo que “sou burra” ou “desavisada” me deixou mordida.
A solução para a coluna de hoje veio da moça que nos ajuda aqui em casa. Ela estava ao celular com uma amiga e soltou:, Ninguém tem dinheiro, não. Os meses andam muito longos. Se não economizar, a sensação é de que o tempo triplica, porque tudo acaba.
Pronto. Juntei as coisas: sensação com se não… por tabela, me lembrei de senão. E até de sinão, que nem entra nessa conversa, mas com o qual vivi um episódio.
E aí, você, caro leitor, sabe usar se não e senão? Claro, a sensação a gente deixa para outra hora.
Olha só: usamos “se não”, separado, quando puder ser substituído por “caso não” ou “quando não”.
Então, voltando à frase que exemplifiquei no início: “Ninguém tem dinheiro, não. Os meses andam muito longos.
