A Moderna e a Merck anunciaram nesta quarta-feira (19) os resultados positivos de um estudo de fase avançada com a vacina personalizada de mRNA intismeran em combinação com o imunoterápico Keytruda para pacientes de alto risco com melanoma, segundo o Wall Street Journal.
O estudo acompanhou mais de 1.000 pacientes que haviam passado por cirurgia para remover um tumor de melanoma. O objetivo era reduzir o risco de recorrência. A combinação atingiu sua meta principal (ampliar o tempo antes do retorno do câncer) e uma meta secundária de impedir a disseminação da doença para outros órgãos.
São os primeiros resultados positivos em um estudo de fase tardia para uma terapia personalizada de mRNA contra o câncer, validando décadas de pesquisa em tratamentos customizados para mutações específicas de cada tumor.
Como funciona a vacina
Diferente das vacinas tradicionais contra infecções, a intismeran é uma vacina terapêutica personalizada, fabricada individualmente para cada paciente.
Após a cirurgia de remoção do tumor, médicos enviam uma amostra de sangue e uma biópsia do tumor para análise genética. Cientistas identificam mutações únicas nas células cancerígenas que têm maior probabilidade de alertar o sistema imunológico. Essas mutações são codificadas em mRNA e produzidas como vacina, um processo que leva cerca de seis semanas a partir da biópsia.
