O Tribunal Federal da Califórnia em Oakland, nos Estados Unidos, iniciou nesta terça-feira (18) o julgamento do caso em que a Meta é acusada de desenvolver redes sociais viciantes para jovens, de maneira deliberada, violando diferentes leis. O resultado pode levar a mudanças significativas no Instagram e no Facebook.
Na ação, um grupo formado por 29 estados americanos alega que a corporação chefiada por Mark Zuckerberg projetou suas plataformas digitais para afetar a saúde mental dos usuários, principalmente crianças e adolescentes, enganando-os sobre a segurança desses serviços. A empresa rebateu as acusações (veja abaixo).
Advogados que representam os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, liderando a coalizão que registrou o processo, foram os primeiros a falar. Eles deram suas declarações iniciais para um júri composto por oito integrantes.
Com previsão de durar entre cinco e sete semanas, de acordo com a imprensa americana, o julgamento deve contar com depoimentos de Zuckerberg e de Adam Mosseri, que lidera o Instagram. Já a decisão final do caso será da juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers.
Principais acusações contra a Meta
A Meta teria agido intencionalmente para viciar crianças no Facebook e no Instagram, com o objetivo de tornar suas redes sociais mais lucrativas, de acordo com a procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O'Neill. Ela foi uma das principais depoentes do dia.
