As forças armadas de Israel anunciaram na quarta-feira que abririam investigações criminais sobre dois ataques de grande repercussão contra palestinos durante a guerra em Gaza, incluindo as mortes de Hind Rajab, de 5 anos, e sua família, e de 15 socorristas palestinos.
Os militares informaram que não abririam investigações criminais sobre outros três ataques que mataram trabalhadores humanitários da World Central Kitchen e da organização Médicos Sem Fronteiras.
A notícia foi divulgada em um comunicado informando a conclusão de análises sobre 150 incidentes envolvendo a conduta das tropas em Gaza e a tomada de decisões sobre cinco casos.
O comunicado não mencionou outras mortes de grande repercussão que os militares haviam prometido investigar ao longo da guerra. Também não citou os ataques israelenses a um hospital no sul de Gaza que mataram cinco jornalistas em agosto de 2025, incluindo Mariam Dagga, uma fotojornalista que trabalhava como freelancer para a Associated Press e outros veículos de imprensa.
Tanto a morte de Rajab, em fevereiro de 2024, quanto a morte dos 15 socorristas palestinos, em maio de 2025, ganharam repercussão internacional.
Rajab foi morta junto com seus parentes enquanto tentava fugir da Cidade de Gaza em meio a uma ofensiva israelense. Tropas israelenses abriram fogo contra um veículo que transportava Hind, quatro de seus primos e seus tios.
Israel abre investigação sobre morte de Hind Rajab, menina de 5 anos alvejada dentro de carro em Gaza
