Depois de prestar novo depoimento à Polícia Civil na segunda-feira 17, o motorista que trabalha para Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, apresentou versões diferentes sobre a abordagem da Polícia Militar (PM) ocorrida na noite de terça-feira 11.
Inicialmente, em conversas por WhatsApp com um advogado durante a suposta abordagem, o motorista afirmou ter sido seguido por viaturas e mencionou que pretendia questionar os policiais sobre a razão da perseguição. A troca de mensagens foi revelada pelo portal Metrópoles.
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Na ocasião, o motorista relatou a pessoas próximas que teria descido do carro e ouvido ordens para se afastar. No entanto, imagens divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública, na sexta-feira 14, não mostram o motorista deixando o veículo durante a abordagem.
No depoimento à polícia, ele negou ter saído do carro. O depoimento ocorreu na 2ª Delegacia Seccional da zona sul de São Paulo, e ele estava acompanhado por seu advogado.
Integrantes da campanha de Haddad informaram que, no momento em que o motorista escreveu “vou até eles perguntar o que está pegando”, ele hesitou e permaneceu dentro do veículo.
Apesar disso, o motorista mantém a versão de que três policiais desceram da viatura e o intimidaram, o que difere do relato oficial apresentado pelo governo estadual.
