Durante décadas, a noção popular de ameaça digital se resumiu a um arquivo infectado que alguém baixava por engano e que um antivírus era capaz de identificar e colocar em quarentena. Esse modelo mental continua sendo útil, mas descreve apenas uma fatia pequena do que acontece atualmente, porque boa parte dos ataques bem-sucedidos dos últimos anos não envolveu nenhum arquivo suspeito, nenhum download voluntário e, em alguns casos, nenhum software malicioso no sentido tradicional.
Em vez de tentar enganar o antivírus, os invasores passaram a explorar aquilo que os sistemas de defesa confiam por padrão: um periférico conectado à porta USB, uma atualização assinada por um fornecedor legítimo, ou o contato de um colega no WhatsApp. São vetores que proteções digitais não conseguem conter.
A seguir, o TecMundo detalha cinco categorias de ameaça que ilustram essa mudança, com os casos que as tornaram conhecidas e as medidas práticas de proteção para cada uma.
Vírus deixaram de ser a única ameaça digital?
Os vírus não desapareceram, mas passaram a ser só mais um dos problemas em cibersegurança. A indústria de antivírus trabalha constantemente na detecção de arquivos maliciosos conhecidos, mas o crime não descansa, e novos métodos de ataque são desenvolvidos o tempo inteiro.
Três deslocamentos explicam a maior parte do fenômeno. O primeiro é a mudança do software para o hardware e o firmware, terreno em que o antivírus tem visibilidade limitada ou nenhuma.
