Com as Ilhas Britânias prestes a registrarem o verão mais quente da história, a fazenda de gado de corte de Sam Squier, com quase 200 acres no sudeste da Inglaterra, destaca-se como um oásis verde e viçoso, cercado por campos marrons e tostados pelo sol.
Enquanto os agricultores vizinhos recorreram ao uso de ração, o rebanho Aberdeen Angus de Squier se alimenta de pastagens densas mantidas por um sistema de plantio que reteve água e melhorou a qualidade do solo.
“Este ano é um testemunho do que é possível fazer em um ano seco”, afirmou o pecuarista Squier à Reuters. “Nossa visão era melhorar a estrutura do solo e construir resiliência em nosso negócio, mitigando tanto os períodos prolongados de clima seco e quente quanto os períodos prolongados de clima úmido”, declarou ele.
Seus bovinos, que carregam traços genéticos da raça japonesa Wagyu, pastam em uma mistura de gramíneas, ervas de raízes profundas e leguminosas, conhecidas como pastagens herbáceas.
O método inspira-se em práticas ancestrais e reflete décadas de esforços para introduzir uma agricultura resiliente ao clima, à medida que governos e reguladores em todo o mundo buscam tornar as cadeias de suprimentos menos vulneráveis.
Após anos de agricultura intensiva projetada para alimentar o máximo de pessoas da maneira mais econômica possível, o clima extremo deste ano adicionou urgência ao debate sobre se a mudança climática transformou a economia do setor.
