A China divulgou um plano estratégico para seu setor de petróleo e gás até 2030, com metas para uma ampla expansão da produção doméstica, da infraestrutura de gasodutos e oleodutos e da capacidade de armazenamento, enquanto Pequim busca reforçar sua segurança energética.
O plano destaca 2 prioridades: reduzir a exposição a interrupções no fornecimento global, risco intensificado pelos conflitos recentes no Oriente Médio, e preparar o país para um pico no consumo de petróleo e para a integração gradual de alternativas de menor emissão de carbono.
A NDRC (Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma) da China divulgou na 2ª feira (17.ago.2026) o 15º Plano Quinquenal para o Desenvolvimento de Petróleo e Gás. Até 2030, as autoridades pretendem elevar a oferta doméstica de petróleo e gás para 440 milhões de toneladas equivalentes de petróleo e acrescentar 20.000 km de oleodutos e gasodutos de longa distância, levando a rede nacional a 220 mil km.
O plano também estabelece o aumento da capacidade de armazenamento de gás natural para mais de 13% do consumo anual, a ampliação da capacidade de recebimento de GNL (gás natural liquefeito) para 200 milhões de toneladas por ano e a elevação da capacidade anual de importação por gasodutos terrestres para 114 bilhões de m³.
Para alcançar essas metas, a China planeja construir bases estratégicas de abastecimento nas principais regiões produtoras, incluindo Ordos, Baía de Bohai, Tarim e Sichuan-Chongqing.
