O Pentágono começou a avaliar uma possível redução e reestruturação da presença militar americana no Oriente Médio depois da guerra com o Irã. A informação foi revelada pelo Washington Post, que ouviu autoridades e pessoas familiarizadas com as discussões.
A análise pode levar a uma das mudanças mais importantes na estratégia militar americana na região em décadas. Um dos principais pontos em discussão é justamente se os Estados Unidos devem manter grandes contingentes e bases no Golfo Pérsico, onde instalações militares americanas foram repetidamente atingidas por mísseis e drones iranianos durante o conflito.
O Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, mantém normalmente cerca de 40 mil militares distribuídos por quase 20 instalações, numa faixa de aproximadamente 2.400 quilômetros, da Jordânia até Omã.
Desde o início do ano, Washington reforçou significativamente essa presença, enviando navios de guerra, caças, sistemas de defesa aérea e outros equipamentos para proteger as forças americanas e sustentar as operações contra o Irã.
Os Estados Unidos já realizaram mais de 13 mil ataques contra alvos iranianos. Mas o conflito também expôs o custo e a vulnerabilidade dessa estratégia. Antes mesmo do início da guerra, em fevereiro, o CENTCOM já havia retirado militares de várias instalações consideradas vulneráveis a ataques de mísseis e drones. Parte dessas mudanças pode se tornar permanente.
