Os planos de governo dos presidenciáveis Luíz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) propõem caminhos distintos para enfrentar os impactos das apostas on-line. Enquanto Lula foca na saúde mental e no controle do crédito, Flávio mira a proteção da renda de beneficiários de programas sociais e Caiado defende o banimento da publicidade de bets.
Já Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que também aparecem entre os candidatos mais bem colocados nas pesquisas, não apresentaram propostas específicas para o tema em seus planos de governo.
Saúde mental
No plano de Lula, a aposta é tratar o problema principalmente como uma questão de saúde mental, de proteção ao consumidor e de prevenção do endividamento. O seu plano de governo estabelece a manutenção de mecanismos para monitorar e controlar gastos excessivos nas plataformas e o aprimoramento das regras de concessão de crédito pelas instituições financeiras, com o objetivo de evitar o superendividamento.
Na área da saúde, a proposta prevê ampliar a atuação de profissionais e estratégias da rede de saúde mental do SUS, incluindo os Caps (Centros de Atenção Psicossocial), para atender pessoas com problemas relacionados às apostas.
Proteção da renda familiar
Flávio Bolsonaro concentra a proposta no impacto das apostas sobre o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda. O candidato propõe proibir que recursos de programas sociais sejam utilizados em apostas.
